‘Geração Y’ assume o comando por Carolina Dall’Olio (Jornal da Tarde)

Eles nasceram entre 1980 e 1990 e já estão no comando dos negócios. Os profissionais da chamada ‘geração Y’, que têm hoje entre 20 e 30 anos, ocupam cargos de chefia em 51% das empresas brasileiras, mostra pesquisa da consultoria Korn/Ferry com 850 empresas de 60 países.

Motivos não faltam para que eles tenham chegado lá. Acostumados a lidar com a tecnologia desde pequenos e criados em um mundo globalizado, esse grupo sai na frente das gerações anteriores quando o assunto é agilidade de raciocínio e produtividade.

“A geração Y é pragmática, sua conduta no trabalho é pautada por resultados, e isso é algo que agrada muito às empresas”, justifica Nancy Assad, especialista em comportamento humano e professora de Ética da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi). “Esses profissionais são motivados por desafios e sempre gostam de superar os próprios limites.”

Com Alexandre Santos, de 27 anos, sempre foi assim. Vindo de família pobre, Santos começou a carreira aos 16 anos como empacotador de supermercado. O salário era de R$ 200. Mas os clientes endinheirados completavam sua renda com gorjetas, que ao fim do mês somavam cerca de R$ 800. E Santos guardava o dinheiro para pagar a faculdade de Ciências Contábeis que queria cursar.

O plano deu certo. Antes mesmo de concluir os estudos, Santos já ganhava R$ 5 mil. Tudo porque foi promovido diretamente do cargo mais baixo de seu departamento (analista junior) ao posto de supervisor (que era subordinado apenas ao gerente da área). Ele deixou para trás a equipe inteira – e daí até conquistar o lugar do seu chefe foi um pulo.

Hoje, Santos é gerente financeiro da filial brasileira da Horiba, multinacional que atua no ramo de equipamentos médicos e fatura US$ 1,47 bilhão ao ano. “No começo, os diretores de outras filiais eram contra a promoção de alguém tão jovem ao cargo”, conta. “Mas depois que mostrei resultados, ganhei o respeito deles.”

Para Santos, a rápida ascensão na carreira se deve principalmente ao seu comportamento. “É claro que me preparei, estudei muito. Mas acho que conquistei espaço porque confio muito em mim e transmito essa confiança para as pessoas”, relata. “Além disso, sempre tracei metas e não descansei enquanto não consegui”, conta Santos.

Matéria Publicada no Jorna da Tarde do dia 24 de outubro de 2010

  1. 4, maio, 2011 em 19:54 | #1

    É fácil concordar com o contexto e assumir que realmente os jovens tem o potencial, o mais dificil hoje acredito que para as empresas é saber filtrar e dar oportunidades realmente aos ”benéritos”. Quando os assim classifico, quero dizer que são os que realmente se indentificam com a missão e objetivo da empresa. Hoje muitos tem CAPACIDADE de ter mãos para agarrar uma ferramenta qualquer, agora será que 90 por cento tem HABILIDADES para fazer a ferramenta virar um instrumento e gerar resultados?

    Muito bacana o artigo, parabéns mais uma vez!

    att

    Janaina Gonçalves – TAM VIAGENS

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