Poder, Influência e execução – por Lawrence Hrebiniak

4, novembro, 2009

Poder, Influência e execução

Special Management Program – Lawrence Hrebiniak

img_10_2009Segundo o professor Hrebiniak, o poder e a influência são claramente importantes para a execução e a mudança organizacional. Saiba mais o que ele disse em sua palestra.
Comandar a execução e a mudança na cultura organizacional pressupõe a habilidade de influenciar pessoas, e fazer a estratégia funcionar freqüentemente envolve motivar os outros a executar determinados procedimentos ou mudar seu comportamento. Baseado nesses princípios foi que o professor Hrebiniak concluiu que o poder e a influência são claramente importantes para a execução e a mudança organizacional. “É muito mais fácil executar uma estratégia que tem o apoio de pessoas poderosas do que aquela que cultiva e provoca a ira dos atores influentes”, salienta.
Segundo o professor, poder é o oposto de dependência. Um indivíduo ou uma unidade, A, tem poder sobre outro indivíduo, B, se duas condições vitais forem cumpridas. A tem poder sobre B se A tiver alguma coisa de que B necessita e B não puder conseguir o necessário em outro lugar. Se A tiver algo de que B precisa e é capaz de monopolizar isso, então B é totalmente dependente de A, e A tem poder sobre B.
Ausência de poder
Ele explicou que o poder e a influência social afetam a formulação e a execução da estratégia nas organizações, e são afetadas por elas. “O planejamento e a execução dependem do poder e por ele são afetados, mas também criam diferenças no poder, afetando-o como conseqüência”. Hrebiniak alertou que na ausência de poder ou influência social, os administradores podem se beneficiar de três conclusões importantes apresentadas em pesquisas sobre o relacionamento entre poder e execução:

  • A necessidade de definir as bases e relações de poder em suas organizações. O primeiro passo é mapear as principais relações de dependência que estão afetando o poder ou a influência social.
  • A importância de formar alianças ou sociedades com aqueles que estão no poder para promover o sucesso na execução. Alianças poderosas podem afetar imensamente o processo de execução e a mudança organizacional. O trabalho conjunto cria bases de poder ao combinar o potencial de poder dos indivíduos e unidades, permitindo uma execução mais eficaz que os indivíduos ou as unidades poderiam atingir sozinhas.
  • A necessidade de se focar nos resultados mensuráveis e de valor agregado para ganhar influência e atingir resultados bem-sucedidos da execução. Os indivíduos ou as unidades que criam valor obtêm poder. Os resultados claramente importam. Um plano de execução deve mostrar os benefícios que serão agregados à organização com a sua execução efetiva, para ser levado a sério.

Combinação do potencial
O especialista explicou que a lógica é da associação: formar alianças e criar bases de poder pela combinação do potencial de poder dos indivíduos e das unidades permite uma execução mais eficaz do que um indivíduo ou unidade poderia atingir agindo separadamente.
Na ausência de liderança forte no topo, quando o desempenho organizacional está fraco e a mudança estratégica é necessária, outros grupos vão claramente se intrometer, assumir o controle e alterar a estrutura de poder, algumas vezes empossando o poder do alto administrador. “Tanto os acionistas quanto o conselho de diretores estão aumentando a sua influência ultimamente, em parte em reação ao desempenho da empresa e em parte em razão da necessidade percebida por mudanças na estratégia e na estrutura do poder”, explicou o professor.
Nas organizações as exigências geradas pela estratégia afetam a estrutura. As unidades estruturais que resolvem os problemas críticos da organização são recompensadas em uma distribuição desigual dos recursos escassos. “E é esta que leva a diferenças nas dependências que criam diferenças de poder”.

Relações de poder
O professor enfatizou ainda que em geral, demora-se para mudar o poder. Os que estão no poder normalmente desejam mantê-lo. “O poder pode apoiar a execução, o que é um aspecto positivo. Por outro lado, ele também pode criar inércia, afetando negativamente a mudança e a adaptação organizacional”. O desejo de perpetuação no poder por parte daqueles que o têm cria um aspecto negativo para a organização. As pessoas no poder podem continuar fazendo o que for necessário para perpetuar suas posições poderosas, mesmo que suas ações sejam inapropriadas em condições competitivas diferentes ou em mudança.
O professor alertou que se isso acontecer, o papel do CEO e de sua equipe de executivos é essencial para mudar a estrutura de poder. Deve-se dar ênfase em mudar a estratégia, a estrutura ou a alocação de recursos, o que, por sua vez, pode afetar as dependências e a definição de novas relações de poder. “O truque está em assegurar que o poder ou a influência social incentive a realização das metas organizacionais e a execução da estratégia”.

Fonte: HSM Online

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